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Monitoramento de TI: o que importa é a “Tela Branca”

Tela branca no monitoramento de TI

Monitoramento de TI: o conceito de tela branca

Durante o período em que trabalho com soluções de monitoramento de TI, tenho me deparado constantemente com empresas que, apesar de ter uma implementação de monitoramento, reportam não terem efetividade nessas disciplinas.

É comum encontrarmos excelentes ferramentas, e ainda assim, não obter o resultado esperado. Em sua grande maioria, os principais ofensores são:

(i) falta de equipe com foco no serviço; e

(ii) inexistência de uma operação baseada em “Tela Branca”, tema desse artigo.

O papel do monitoramento de TI

Antes de explicar o conceito de “Tela Branca”, e sua importância para garantir um monitoramento efetivo, é importante definirmos o papel do monitoramento de TI em um mundo cada vez mais “analytics“.

Tendo em vista o valor da informação para decisões operacionais, táticas e estratégicas, temos diferentes formas de trabalhar essa informação. Tudo alinhado a um objetivo.

Existem situações em que é extremamente relevante, a partir da geração de informações, gerar análises e estudos que possibilitem aos decisores proporem mudanças. Mudanças essas, que tragam diferenciais e vantagens competitivas para seus negócios.

Nesse caso, o monitoramento possui pouca relevância, comparado as funções de análise e estruturação de dados.

Mas existem situações nas quais a importância está em acompanhar indicadores operacionais, táticos e estratégicos em tempo real. Isso pode ser extremamente útil para realizar a correção de rotas a partir de uma visão mais ampla desses indicadores.

Para essas situações, recomenda-se o uso de dashboards, de preferência em tempo real.

O valor efetivo do monitoramento de TI está nas situações em que haja uma notificação explícita. Ou seja, situações em que, a partir de um padrão conhecido e estabelecido, haja um comportamento “anormal” que precise de uma ação preventiva ou corretiva.

Dentro disso, pouco importa os serviços que estão funcionando. Ou mesmo os que estão sendo tratados ou reconhecidos. O que realmente importa são os serviços com indicação de falhas, que ainda não possuem uma ação definida.

O conceito de “Tela Branca”

“Tela Branca” consiste em estruturar uma solução em que os responsáveis por esse serviço sempre encontrem uma tela limpa, sem informações desnecessárias. E que qualquer aparição de informação nessa tela desperte um incômodo gerando uma ação imediata.

Se por um lado, uma tela poluída de informações gera maior probabilidade do responsável não atentar para soluções que requerem ações, por outro lado, é muito importante não deixá-la limpa jogando para “debaixo do tapete” os serviços que precisam de solução definitiva.

É comum evidenciarmos ajustes em parâmetros do monitoramento para “disfarçar” indicações de problemas. É necessário construir uma configuração customizada e eficiente que:

  1. Priorize o que é relevante; e
  2. Possibilite a construção de métodos capazes de limpar sua tela, a partir de uma previsão de solução, garantindo seu retorno findada essa previsão.

Possibilitar que os responsáveis pelo monitoramento de TI tenham acesso a uma “Tela Branca”, limpa e objetiva, reduz o tempo de ação e as falhas operacionais. Assim, aumenta o sucesso desse serviço tão crítico para um TI com foco em disponibilidade.

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