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Sua empresa faz o monitoramento de ambiente de TI? Veja se ele está atualizado e eficiente!

Tela com gráficos que representam o monitoramento de ambiente de TI

Faça um monitoramento de ambiente de TI eficiente!

A evolução tecnológica está nos levando para um mundo cada vez mais dependente de TI, não é mesmo? Para suportar o negócio hoje, uma empresa precisa de infraestrutura cada vez mais complexa. E, como o objetivo é garantir a disponibilidade de suas aplicações, é fundamental que o monitoramento de ambiente de TI seja compatível com a criticidade do seu negócio.

Imagina fazer a sustentação de todo esse ambiente complexo, cheio de componentes e aplicações que não podem parar, sem um acompanhamento! Eu diria que é quase impossível, no mínimo “imprudente”.

Que empresa aguanta hoje o tanto de interrupções e paralisações de suas aplicações e sistemas como existia no passado? Os tempos são outros! Portanto, não cabe mais falarmos em sustentação de TI sem falarmos de monitoramento! (veja post provedor msp).

Nesse post tem um pouco sobre a evolução do monitoramento de ambiente de TI que temos acompanhado nos últimos anos, e como ele vem se tornando cada vez mais importante para o negócio da empresa. A intenção é que, chegando ao final do post, você seja capaz de identificar se o monitoramento de TI da sua empresa está eficiente e acompanhando o mercado.

Portanto, partiu responder as 5 perguntas abaixo!

1. Seu negócio precisa da TI para acontecer?

Provavelmente sim, não é mesmo? No cenário atual, não imagino uma empresa que viva sem TI. Um mercadinho de bairro, que seja, tem sua maquininha de cartão de crédito conectada à internet, ou um whatsapp para pedidos delivery.

Se o negócio precisa de uma solução da TI para operar, temos que garantir sua disponibilidade, performance e integridade. Em outras palavras, na hora que o negócio precisar da informação, ela tem que estar disponível com a velocidade necessária, e ainda tem que ser correta. Afinal, o objetivo de uma solução de TI é sustentar o negócio!

E, se a empresa precisa das soluções de TI para sustentar o negócio, essas soluções precisam ser monitoradas. Acompanhando o funcionamento desse ambiente de TI dá para tomar as ações necessárias, tanto para corrigir quanto para melhorar. E assim, garantir os resultados desejados. Falo muito sobre isso nesse outro post: Importância do monitoramento em TI.

2. Você faz o monitoramento de ambiente de TI? Em qual camada?

Monitoramento é um tema bastante antigo quando falamos em infraestrutura de TI. Lá no início, a ideia era certificar-se que o equipamento de TI funcionasse como esperado e ficasse disponível para manter o negócio. É o que chamamos de monitoramento da infraestrutura de TI, onde acompanhamos os dispositivos físicos ou virtuais, sem entrar nas aplicações.

Mas, como tudo na área de tecnologia da informação (felizmente), o serviço de monitoramento de TI vem evoluindo bastante (muito além dessa infra básica).

Hoje já é bem comum falarmos em monitoramento de serviços, quando começamos a olhar também para informações que possam nos dar alguma visão sobre o comportamento da aplicação.

E, mais recentemente (8-10 anos), surgiu o monitoramento de negócio, quando começamos a acompanhar as principais métricas de desempenho do negócio ao longo do tempo.

Assim, o monitoramento evoluiu da parte de infraestrutura para serviço, e de pouco tempo para cá, de monitoramento de serviço para negócio.

Isso nos leva à abordagem hierárquica do monitoramento: a infraestrutura de TI suporta aplicações críticas para o funcionamento da empresa, e estas aplicações, por sua vez, suportam o negócio e entregam o serviço final da empresa. Dessa forma, temos o monitoramento em três camadas.

  • Monitoramento de infraestrutura de TI
  • Monitoramento de serviços de TI
  • Monitoramento de negócio

3. Seu monitoramento é baseado em limites ou baseline?

Antigamente, o monitoramento era muito baseado em limites. Ou seja, era configurado para alarmar quando determinado comportamento chegasse a um determinado limite. Exemplo: se a CPU chegar a 80% de uso já será alarmado.

Houve uma mudança grande nos últimos tempos, hoje o monitoramento é mais inteligente.

Hoje, ele é configurado com base em comportamento também. Ou seja, acompanhamos o elemento durante um intervalo de tempo para conhecer seu uso padrão. Assim, a configuração é para alarmar quando começar a ter um padrão diferente do que vinha tendo (dentro de um desvio padrão aplicado). Se houver uma mudança de comportamento, alguma coisa pode estar acontecendo.

Por exemplo: nos últimos 3 meses a CPU consumiu entre 70 e 80%. Se ela chegar a 85% não precisa ser alarmado, está dentro do uso padrão. Agora, se ela chegar em 90%, talvez já precise alarmar pois saiu da margem de seu comportamento histórico.

Hoje, portanto, a melhor prática é o monitoramento por baseline, ou análise do comportamento histórico.

4. Seu monitoramento de ambiente de TI é reativo ou proativo?

Aqui tem muito a ver com a forma de atuação da área de TI. Se espera o problema acontecer para atuar é uma forma reativa de atuação. Mas se atua antes que o problema trave as aplicações é uma forma proativa de atuação.

Falo muito sobre isso em posts anteriores: Modelo Break Fix para serviços de TI e Prestação de serviços de TI. Vale a pena dar uma olhada.

Numa atuação reativa ou corretiva, se uma determinada solução ou serviço de TI ficar indisponível, quem vai descobrir o problema é o usuário no momento que for usá-lo. Até a equipe de TI ser acionada e começar a atuar na correção, o negócio vai ficar parado. Perda de tempo e dinheiro!

Monitoramento reativo

Trazendo para o monitoramento, muitas vezes ele também atua dessa forma reativa. A diferença é que o problema é identificado antes do usuário. Se o servidor monitorado cair, por exemplo, ele vai alarmar e, automaticamente, a equipe de TI já vai atuar para corrigir.

Se fizermos um monitoramento um pouco mais profundo, conseguimos ter informações que já podem direcionar o motivo pelo qual o servidor caiu, e, com isso, reduzir o tempo do incidente. Mas repare que, mesmo sendo monitorado, o servidor, ainda assim, saiu do ar.

Monitoramento Preventivo

Agora, se a empresa faz um monitoramento preventivo, a chance de se ter um incidente que cause indisponibilidade é bem menor. Os parâmetros são configurados de forma a alertar sobre possíveis incidentes antes deles acontecerem. Dessa forma, a TI é acionada para tomar ação preventiva, e não mais somente corretiva, minimizando as chances de indisponibilidade.

Por exemplo, se eu monitoro preventivamente a ocupação do disco onde está armazenado um determinado banco de dados, consigo implantar rotinas de limpeza e alocação de espaço antes do disco encher e travar a aplicação.

Sem o monitoramento preventivo esse disco iria estourar e a aplicação parar. Até a TI descobrir que a aplicação travou por conta do espaço em disco e corrigir o problema, o que nem sempre é imediato, a aplicação ficaria indisponível!

Com o alto volume de aplicações e dispositivos que as empresas têm hoje em dia, o modelo reativo está cada vez mais inviável. Mais do que evitar problemas, é necessário focar na prevenção. O monitoramento preventivo consegue aumentar cada vez mais a disponibilidade das aplicações para o negócio, motivo pelo qual elas existem.

5. Você faz gestão do monitoramento de ambiente de TI?

Aqui entra a parte de processo, ferramentas e equipe.

Boa parte das empresas que têm monitoramento de ambiente de TI usam uma ferramenta (muitas vezes gratuita) operada por uma equipe que, normalmente, não é especialista. Dessa forma, apesar de ter a ferramenta, não consegue extrair dela tudo o que oferece, e acaba por implantar um monitoramento básico.

Além disso, é preciso ter uma equipe dedicada, com foco no serviço de monitoramento, e com processos adequados para realizar as tratativas.

Assim, para ter uma boa gestão de serviço, sua empresa tem que passar pelas questões abaixo:

  • Tem uma ferramenta de monitoramento eficiente?
  • A ferramenta é paga ou gratuita?
  • Utiliza todos os recursos dessa ferramenta? Da melhor forma possível?
  • A equipe conhece bem sobre a ferramenta?
  • Tem equipe dedicada para o monitoramento?
  • Tem processos de tratativas bem definidos? SLAs e níveis de qualidade acordados?
  • Tem gestão à vista? Informações e relatórios suficientes?

Importância do monitoramento de ambiente de TI

Embora a tarefa de monitorar a infraestrutura de TI possa parecer relativamente simples, não é bem assim! Seus ganhos são grandes demais para uma organização que depende de sistemas de TI, e não podem ser ignorados! O assunto tem que ser encarado com a devida prioridade.

Investir num monitoramento eficiente deve entrar nos planos de crescimento de qualquer empresa. Como vimos acima, o ideal é um monitoramento proativo, com parâmetros baseado em comportamento histórico (baseline) e gestão de serviço!

Não esquecendo a abordagem em camadas. Monitorar as camadas operacional, tática e estratégica ajuda a identificar os componentes críticos dos serviços prestados para os clientes finais e dá uma visão geral da saúde do negócio como um todo.

Se sua empresa não investe num monitoramento de ambiente de TI estruturado, já pensou em terceirizar esse serviço? Hoje em dia temos os Provedores de Serviços Gerenciados que fazem esse trabalho muito bem feito. Veja aqui os serviços que eles, normalmente, terceirizam: serviço de monitoramento de TI. Talvez seja o caso de avaliar essa opção!

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